Tratamento para Vaginismo

O vaginismo é considerado um dos distúrbios sexuais femininos tratáveis com maior sucesso. Muitos estudos demonstraram que as taxas de sucesso no tratamento chegam a quase 100%. O tratamento segue um processo fácil, em formato passo-a-passo.

Tratamento para Vaginismo

O vaginismo é considerado um dos distúrbios sexuais femininos tratáveis com maior sucesso. Muitos estudos demonstraram que as taxas de sucesso no tratamento chegam a quase 100%. O tratamento segue um processo fácil, em formato passo-a-passo.

Visão Geral do Tratamento

O tratamento bem-sucedido do vaginismo não requer medicamentos, cirurgia, hipnose, nem qualquer outra técnica invasiva complexa.

O vaginismo é altamente tratável. O tratamento bem-sucedido do vaginismo não requer medicamentos, cirurgia, hipnose, nem qualquer outra técnica invasiva complexa. A abordagem de tratamento eficaz reúne exercícios de controle do assoalho pélvico, exercícios de inserção ou de dilatação, técnicas de eliminação da dor, etapas de transição e exercícios que ajudam a mulher a identificar, expressar e resolver quaisquer componentes emocionais que contribuam para o problema. As etapas de tratamento muitas vezes podem ser concluídas em casa, permitindo que a mulher tenha o seu próprio ritmo em privacidade, ou em cooperação com seu profissional de saúde.

  • A dor sexual, a sensação de aperto e as dificuldades com a penetração são totalmente tratáveis e podem ser completamente superadas sem dor ou desconforto remanescentes.
  • As mulheres que sentem dor/contração durante o sexo, têm problemas com a penetração ou relacionamentos não consumados podem esperar uma notável resolução do vaginismo, permitindo a relação sexual completamente sem dor.
  • As etapas de tratamento podem geralmente ser concluídas em casa, usando uma abordagem de auto-ajuda, permitindo que a mulher tenha o seu próprio ritmo em privacidade, ou em cooperação com seu profissional de saúde ou especialista.
  • Os exercícios para o tratamento do vaginismo seguem um processo fácil em um formato de passo-a-passo (veja as etapas abaixo).

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Um Programa de Tratamento é Importante

Muitos dos passos para tratar o vaginismo são contra-intuitivos e não imediatamente óbvios. Como o fracasso em qualquer momento inibe a recuperação (sentir desconforto tende a intensificar o vaginismo—veja Ciclo Da Dor) e pode causar evitamento ou abandono do progresso, é melhor abordar o vaginismo procurando entender bem o problema, para garantir o sucesso em lidar com ele.

O Vaginismo é Altamente Tratável

A dor sexual, a contração, a ardência ou as dificuldades com a penetração causadas pelo vaginismo são completamente tratáveis, com alta taxas de sucesso. Os casais são muitas vezes surpreendidos com os efeitos de mudanças de vida repentinas devido ao tratamento. As mulheres com dificuldades com a penetração, ou que sentem dor durante a relação sexual, normalmente fazem a transição para uma relação sexual prazerosa e sem dor após uma abordagem passo-a-passo.

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Diferenças no Tratamento

Note que o tratamento para as mulheres que nunca conseguiram ter relações sexuais sem dor (vaginismo primário) normalmente requer todas as 10 etapas, enquanto que para as mulheres com vaginismo secundário, o tratamento pode ser reduzido ou algumas etapas ignoradas (veja também Existe uma diferença entre o tratamento para o vaginismo primário e secundário?).

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E o Uso de Dilatadores Sem um Programa?

Note que os dilatadores vaginais geralmente não são eficazes quando usados sem orientação. Eles não devem ser utilizados sem a devida instrução física, exercícios, etapas transitórias, etc. Os dilatadores são simplesmente um aspecto do processo de tratamento do vaginismo, e se usados sem as técnicas de controle pélvico, eles provavelmente serão muito ineficazes. As reações musculares involuntárias são o que produz a sensação de aperto e dor sexual do vaginismo. O foco principal do uso dos dilatadores é treinar o assoalho pélvico, não o alongamento da abertura vaginal.

Veja as Perguntas Frequentes – Usando dilatadores sem um programa? O uso de dilatadores sem um programa? para obter mais informações.

Processo de Cura do Vaginismo em 10 Etapas

Para ajudar as mulheres durante o tratamento, elaboramos um programa abrangente em forma de livro/kit conforme descrito abaixo. O programa de auto-ajuda é uma abordagem simples e direta, em formato passo-a-passo usado por muitos profissionais para orientar as mulheres através do processo completo de superação do vaginismo. As etapas de tratamento podem geralmente ser concluídas em casa, usando uma abordagem de auto-ajuda, permitindo que a mulher tenha o seu próprio ritmo em privacidade, ou em cooperação com seu profissional de saúde ou especialista. Instruções fáceis de seguir, acompanhadas com ilustrações descritivas e estratégias úteis, tornam o processo uma experiência positiva e bem sucedida. Após a conclusão das etapas, a dor sexual e as dificuldades com a penetração devido a vaginismo são normalmente totalmente resolvidas.

1-icon1ª Etapa – Entender o Vaginismo A 1ª etapa provê uma visão geral do vaginismo e como a dor sexual, contração, sensações de ardência ou dificuldades de penetração podem resultar disso. Esta abordagem ajuda as mulheres a serem proativas sobre sua saúde sexual, uma vez que compreender o vaginismo é fundamental no processo de superá-lo. Os tópicos também incluem como obter um diagnóstico correto, métodos de tratamento, problemas de relacionamento, técnicas de relaxamento/pélvicas, respostas condicionadas e memórias musculares.

3ª Etapa – Anatomia da Dor Sexual As mulheres freqüentemente carecem de informações completas sobre a anatomia sexual de seu corpo, funcionamento e as causas de dor pélvica e problemas de penetração. A confusão em relação a problemas com áreas vaginais internas e músculos vaginais freqüentemente leva a erros no diagnóstico e à frustração. A 3ª etapa educa sobre estas partes sexuais do corpo, com ênfase no seu papel em relação à dor sexual e problemas de penetração. Os tópicos incluem como distinguir qual tipo de dor ou desconforto é normal durante a primeira tentativa de intercurso sexual ou o sexo cotidiano e quais mudanças físicas ocorrem durante os ciclos de excitação até o orgasmo no contexto da dor sexual ou problemas de penetração. As áreas anatômicas tais como o hímen e a vulva interna são explicadas e desmistificadas (por exemplo, existem 6 diagramas com variedades de hímen a fim de ajudar a distinguir problemas).

5ª Etapa – Técnicas de Inserção Para mulheres com dificuldades ou dor durante a penetração, elas precisam aprender técnicas para permitir a entrada inicial sem dor. Nesta etapa, as mulheres praticam técnicas de controle do músculo pubococcígeo (PC) à medida em que permitem a entrada de um pequeno objeto (cotonete, absorvente interno ou dedo) na vagina, trabalhando completamente sob seu próprio controle e ritmo. Quaisquer contrações musculares involuntárias que previamente fecharam a entrada para a vagina e preveniram a penetração são superadas. As mulheres começam a assumir total controle sobre seu assoalho pélvico e aprendem a flexionar e relaxar os músculos da região de acordo com sua vontade, eliminando a contração involuntária e permitindo a entrada.

7ª Etapa – Focagem das Sensações e Técnicas para Casais a Fim de Reduzir a Tensão do Assoalho Pélvico Colaborando com a transição para o intercurso sexual sem dor, esta etapa explica técnicas de focagem das sensações para casais a fim de reduzir a tensão do assoalho pélvico e aumentar a intimidade. Os casais começam a trabalhar juntos durante esta etapa como um exercício para ensiná-los a praticar bem a focagem das sensações e a se preparar para o intercurso sem dor usando técnicas das etapas anteriores. Os exercícios foram elaborados para criar confiança e compreensão mútua e para apoiar o processo de ajuste até o intercurso sexual sem dor.

9ª Etapa – Fazer a Transição para o Intercurso A 9ª etapa explica as técnicas usadas para eliminar a dor e as dificuldades com a penetração durante a transição para o intercurso sexual normal. Muitos tópicos que apresentam soluções para os principais problemas são examinados (com diagramas de apoio), tais como posições para maximizar o controle e minimizar a dor, dicas para assegurar um intercurso sexual mais prazeroso etc.

2ª Etapa – Revisão do Histórico da Vida sexual e Estratégias de Tratamento Uma abordagem equilibrada visa ajudar as mulheres a reverem e analisarem suas próprias histórias. Exercícios ajudam a identificar e avaliar quaisquer eventos, emoções ou desencadeamentos que contribuam para a dor sexual do vaginismo ou problemas com a penetração. Checklists e exercícios detalhados mapeiam a história sexual da mulher e eventos de dor pélvica, trabalhando para encontrar estratégias de tratamento. Revisões emocionais ajudam a detalhar quaisquer eventos negativos, sentimentos ou memórias que podem coletivamente contribuir para respostas pélvicas involuntárias. Os tópicos também incluem memórias bloqueadas ou escondidas e como seguir em frente quando houveram eventos traumáticos no passado de uma mulher.

4ª Etapa – Contração Vaginal e o Papel dos Músculos do Assoalho Pélvic A dor sexual nas mulheres e os problemas com a penetração tipicamente envolvem algum grau de contração involuntária do assoalho pélvico. Esta etapa centra-se no papel dos músculos do assoalho pélvico, especialmente do grupo do músculo pubococcígeo (PC), explicando com detalhes como uma vez acionados eles continuam a causar contração involuntária em tentativas de intercurso sexual. O tratamento eficaz do vaginismo é centrado no retreinamento do assoalho pélvico a fim de eliminar reações musculares involuntárias que produzem contração ou dor. Aprender a identificar, controlar seletivamente, exercitar e retreinar os músculos pélvicos a fim de reduzir a dor e aliviar problemas de penetração e o estreitamento excessivo da vagina durante a penetração é uma etapa importante do tratamento do vaginismo.

6ª Etapa – Inserções Vaginais Graduais Quando usados adequadamente, os dilatadores vaginais são ferramentas eficazes para ajudar a eliminar a contração pélvica devida ao vaginismo. Os dilatadores são um meio substituto de acionar as reações do músculo pélvico. Os eficazes exercícios com dilatadores na 6ª etapa ensinam as mulheres a suplantar contrações involuntárias, relaxando o assoalho pélvico de tal forma que ele responda corretamente à penetração vaginal. As inserções vaginais graduais permitem que a mulher faça confortavelmente a transição até o estágio em que ela esteja pronta para o intercurso sexual sem dor ou desconforto.

8ª Etapa – Exercícios de Preparação Pré-intercurso Sexual Finalizando os preparativos para os casais realizarem a transição até o intercurso sexual sem dor, este etapa permite que o casal esteja “pronto” para o intercurso sexual. Os casais revisam e praticam técnicas que eliminam a tensão do assoalho pélvico e preparam-se para a transição até chegar ao intercurso sexual completo. Preparando o casal com antecedência para que ele seja capaz de administrar, controlar e eliminar a dor ou problemas com a penetração, os exercícios ajudam na transição final para o intercurso sexual sem dor.

10ª Etapa – Intercurso Sexual Sem Dor e Restauração do Prazer A etapa final da superação do vaginismo inclui a entrada e movimentação do pênis sem dor ou contração. Os exercícios da 10ª etapa foram elaborados para educar, criar confiança sexual e intimidade, e completar a transição para o intercurso sexual sem dor dor. Os casais podem começar a usufruir do prazer durante o intercurso sexual, iniciar o seu planejamento familiar e seguir em frente com uma vida livre do vaginismo.

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